domingo, 4 de junho de 2017

Os tempos pós-modernos

"Ilusão foi meu viver tolo e cigano
Só agora é que posso olhar pra trás
Como um Cristo demasiadamente humano
Ódio a Judas, inveja a Barrabás"

Nada tão antipoético, quanto olhar do avesso a vida de alguém...
Nada como matar as ilusões, procure e ache!
Ninguém está a salvo. Esse é o novo mundo,
Será que sobrevivo a ele?

domingo, 28 de maio de 2017

Uma palavra

"Por quê você fez isso?
Não sei, eu apenas fiz..."
Palavras de tem o poder de desencadear memórias e reações até então encobertas, mas num instante... Um insight e lá foi toda a fantasia.
Resultado: vida melhor. Sem insônia, ansiedade ou  peso na alma.
Apenas tome sua taça de vinho e ria com seus amigos.

terça-feira, 16 de maio de 2017

O Teatro dos Vampiros (Legião Urbana)

Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos

Vamos sair, mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas

Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite, ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar

Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito

Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir

Vamos sair, mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas

Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim não tenho pena de ninguém

Nada como um dia após o outro...

Quando algo acaba ou morre, Freud dizia que a coisa morria na  gente também... Logo perdemos algo de nós... e assim a morte também esta em nós... Por isso é tão necessário os lutos diários.
Adeus ao emprego que você ia todos os dias.
Adeus a conversa de final do dia.
Mas a grande questão sempre foi deixar ir, o que não era pra ficar mesmo. Quando se esta enlutado, a energia fica cristalizada ali... no que há de morte.
E nessas ocasiões, talvez, seja bom uma cama quente e uma boa trilha sonora.
Sempre me lembro do conselho dado pelo senhor mascarado no Despertar da Primavera quando Melchior esta diante do tumulo que era mais ou menos assim "Vá pra casa, tome um sopa quente e durma e verás que as coisas não são tão terríveis assim"
Se faz o luto, outras coisas tornam se atraentes porque de novo é possível ver a a beleza ao seu redor.
A alegria é mais importante do que esta certa ou do que ser perfeita.
Nesse aspecto, concordo com o Perls, Jung e Reich "Ah autenticidade", todos eles falaram de formas diferentes que construirmos nossas próprias prisões e matamos o que poderíamos ser.
Tenho me permitido errar mais do que antes e perdoar primeiro a mim mesma.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Alegria

"Segue teu destino e rega tuas plantas,  ama tuas rosas. Resto é sombra das arvores alheias"

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Tem dias que a gente se sente um pouco talvez menos gente

Um dia de Maio ou Abril.
Essa musica do Raul nunca fez tanto sentido. 
Nesses dias, tem dias que a gente precisa ouvir muita musica, ver aquela  serie chata mil vezes e reler os poemas preferidos. 
Ai então por descuido você se pega pensando no que foi e no que não vai ser mesmo.
Em parte porque você quis e no resto porque não quiseram por você. Ai você chora de verdade, mentindo pra si mesmo que aquele trecho de filme era muito triste. Porque era  de um filme e não da sua vida que estamos falando.